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Chibina novembro 30, 2008

Posted by Renata do Amaral in Liberdade.
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chinesDomingo é dia de Liberdade. Seguimos a dica de Vanessa, que é da área, e fomos – nós duas, Chico, Natália e Ana Maria – para o Chibina. É bom ver como a cozinha chinesa é mesmo desconhecida para a gente – bom porque há tanto a descobrir!

Até publiquei um texto sobre cozinha chinesa este ano, mas baseada em pesquisa bibliográfica, por motivos óbvios. No Brasil, chinês é sinônimo somente de yakissoba, frango xadrez e rolinho primavera. Tudo gostoso, mas gorduroso e repetitivo.

Vanessa tinha feito a maior propaganda de como o lugar era legal e a comida, leve e diferente do que a gente estava acostumado a comer.

E ela não poderia estar mais certa. Pedimos massa branca com frutos do mar (R$ 9), lula com missô (R$ 12), pescada frita com gengibre (R$ 12), pato cozido (R$ 10) e risoto chop suey (R$ 8). O preço não está errado: deu R$ 60 para cinco pessoas. E acho que ela ainda errou na conta!

Não tínhamos nem como avisar, porque a dona não falava português. O cardápio era bilíngüe, mas era mais garantido pedir pelo número para não haver confusão. Pedir explicações sobre os pratos, claro, estava fora de cogitação.

Nem precisava: bastava sentir. A massa branca larga, talvez feita de arroz, era superleve. A lula chamou a atenção, além de pelo sabor, também pelo formato – em vez dos tradicionais anéis, era cortada ao comprido, mas não em tiras (eu realmente precisava de uma foto disso para explicar). Parecia um pouco uma flor. Apimentada, vinha com pimentão, salsão e… Carne moída! Causa estranheza para nós a mistura de mar e terra, mas funciona. A pescada frita também era ótima e vinha com fatias superfinas de carne. O pato, pelo qual tenho uma quedinha especial, estava uma delícia, mas bem trabalhoso: algumas partes tinham mais osso do que carne. Para beber, chá verde.

Algo que me impressionou foi a quantidade de opções do cardápio para uma casa tão pequena: além do número já grande de pratos que pedimos, havia mais dezenas de opções. A comida chegou à mesa rapidinho. O único senão é que o local pode ser levemente concorrido, ou seja, a dona pode não falar português, mas sabe gesticular para você ir embora!

O Chibina é tão simples que nem está no Google, mas juro que ele existe. Não sei se dá mais vontade de voltar ou de não voltar e procurar outros lugarezinhos como esse pelas redondezas!

Depois do verdadeiro banquete, ainda sobrou espaço para um pão chinês no vapor com recheio de feijão (R$ 4,30) na Itiriki. A massa parece crua quando você olha, mas é apenas macia na boca. Já o recheio de anko é velho conhecido das aulas de gastronomia.

Endereço: Avenida Galvão Bueno, 603, Liberdade

[ Foto meramente ilustrativa ]

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